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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

O NOME COMO REFERÊNCIA DE TRABALHO


Para se obter o resultado esperado, o trabalho com a escrita deve apresentar situações identificáveis para a criança e que representem algo, como no caso dos rótulos, ou alguém importante na sua vida.



Por esse motivo, encaminha-se também o trabalho pelo marco identificatório que é o próprio nome da criança. Com função de identificação, a palavra merece ser analisada por se configurar como texto.



Ressaltamos ainda a importância de se efetivar este trabalho com outros nomes: da escola, dos pais, da cidade, dos estados, do país, de revistas e jornais, envolvendo-os em reflexões, auxiliando os alunos a fazerem relações básicas a respeito da língua escrita.



ALGUMAS SUGESTÕES PARA O TRABALHO COM NOME



- Escreva e leia o nome da criança em crachás, utilizando letra de imprensa maiúscula (caixa-alta) na presença dela, para que ela perceba.
- Estabeleça relações dos nomes dos alunos com outros que:
 . têm o mesmo número de letras: ex.: ALINE/ ANDRÉ/ JOYCE/ MARIA
 . iniciam com a mesma pronúncia: JOSILENE / JOSÉ
 . iniciam com a mesma letra: ROGÉRIO/ RICARDO/ RENATA
 . terminam com a mesma pronúncia: JULlANA / MARIANA / JÉFERSON / ÂNDERSON
 . contêm palavras em si: LUANA/ LUA/ ANA - LUCIANO /LÚCIA/ ANO - MÁRCIO/ MAR
 . já foram contextualizados em sala de aula: SAPO /SÔNIA/ SILVANA





* Relacione o nome dos alunos com o nome do professor, da escola, da cidade, etc.
* Escreva no quadro-de-giz o seu nome e leia em voz alta.
* Destaque a letra inicial dizendo o nome da letra.
*
Solicite aos alunos que recortem, de jornais e revistas, a letra inicial do nome do professor e colem no caderno.
Proponha a pesquisa de nomes que iniciam com letra do alfabeto, nos crachás dos alunos da sala.
* Copie o nome em etiquetas para identificar o materiat escolar.Selecione rótulos de produtos cujos nomes comecem com a letra inicial dos nomes dos colegas.Monte o nome com o alfabeto móvel. Utilize os crachás para fazer chamada e jogos.Pedir a eles que pesquisem em revistas e jornais as letras que compõem o próprio nome.
Faça uma lista no quadro, separando os nomes de meninos e meninas. Depois, peça que copiem.
* Sugira aos alunos a brincadeira stop. É interessante, durante todo o trabalho de alfabetização, propor desafios aos alunos, para que eles pensem sobre a escrita, sobre o que ela representa e como representa graficamente a linguagem.
* Solicite aos alunos que montem o nome de frutas, lugares, estados, pessoas, etc, com o alfabeto móvel. Proponha que retirem as letras e observem os nomes encontrados.
* Solicite aos alunos que montem o nome do professor, com o acervo de letras. Peça que pintem da mesma cor as letras que se repetem no mesmo nome.
* Proponha uma pesquisa de rótulos cujos nomes dos produtos também iniciam com letras do alfabeto e monte um mural com os alunos.
* Mostre alguns desenhos de objetos cujos nomes também começam com letras do alfabeto. Peça aos alunos que digam os nomes dos objetos, escreva-os no quadro e, depois, solicite que copiem no caderno.
Alfabetização socioconstrutivista

 

Ler cuidadosamente antes de usar.



Uso pediátrico e adulto.




Composição:



Planejamento ........100 mg

Dedicação............100 mg

Intervenção-Mediação .......100 mg

Credibilidade ........100 mg

Mobilização  ........100 mg

Diversidade de textos .........100 mg

Amor ...........100 mg



Informação ao professor

O processo de alfabetização precisa ser reconstruído. Para isso, devemos estudar muito e contar com teorias que embasem, que orientem o nosso trabalho. Aprendemos construindo e, para construir, temos que pensar. O professor deve ser mediador e saber como a criança aprende.



É importante o trabalho em grupo. Caso surjam dúvidas desagradáveis durante a alfabetização, aconselha-se estudar mais e planejar melhor, selecionando novas atividades que favoreçam uma alfabetização eficiente.





Indicações



É indicada a todas as crianças, sem distinção de idade, cor, raça, religião ou classe social, e a jovens e adultos que ainda não tenham feito uso do medicamento.



Contra-indicações - Não tem.



Precauções



O trabalho deve estar centrado nos textos. É fundamental trabalhar com textos diversificados. Mas esse trabalho, para ser eficaz, depende da intervenção que o professor vai fazer.





Reações Adversas


Professores que não acreditam na capacidade da criança de aprender e não acreditam que ela aprende construindo seu conhecimento devem ser advertidos da possibilidade de a criança não se alfabetizar com sua ajuda.



Posologia



Textos diversificados, atividades de acordo com o nível de aprendizagem que a criança se encontra, num total de pelo menos quatro horas diárias. Advertimos que quando as atividades não são administradas em conformidade com as doses preconizadas e não são mediadas corretamente pelo professor, não se promove alfabetização significativa.



Uso sob prescrição pedagógica.



Responsável técnica: Professora Ligia F. Jacomini Machado - Mandaguari – Paraná – Brasil





quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Cadastramento de professores para eventual contratação para a função de Professor de Educação Infantil.
O Secretário Municipal de Educação, no uso de suas atribuições legais, e considerando o disposto na Lei nº 10.793/89, regulamentada pelo Decreto nº 32.908/92, com as alterações introduzidas pela Lei nº 13.201/2001,


COMUNICA:


1. Estarão abertas no período de 18 a 25/02/2010 nos Centros de Educação Infantil da rede direta da Secretaria Municipal de Educação, inscrições para candidatos a eventual contratação pelo prazo máximo de até 12 (doze) meses para a função de Professor de Educação Infantil.


1.1. O Professor ficará submetido à Jornada Básica de 30 (trinta) horas semanais, correspondente a 25 (vinte e cinco) hora em regência de turma e 5 (cinco) horas atividade semanais de trabalho.


2. As inscrições deverão ser feitas pessoalmente pelo interessado, ou por procurador devidamente habilitado, mediante o preenchimento do formulário padronizado: “Ficha de Cadastro de Candidato à Eventual Contratação”, no período especificado o item 1 e no horário das 8 às 17 horas.


2.1. Nos termos da legislação em vigor, o candidato no ato da inscrição deverá comprovar os seguintes requisitos:
a) ser brasileiro;
b) ter idade mínima de 18 (dezoito) anos completos, até a data da inscrição;
c) possuir formação específica para a função, comprovada através da apresentação de diploma registrado da habilitação profissional para o magistério correspondente ao ensino médio ou Licenciatura Plena em Pedagogia.
        c.1. o candidato que ainda não detém o diploma registra da habilitação deverá apresentar, exclusivamente para fins de inscrição, Certificado de Conclusão de Curso, acompanhado do respectivo Histórico Escolar.


2.2. O candidato fica cientificado de que, na hipótese de ser convocado para formalizar a contratação, deverá:
a) apresentar diploma registrado da habilitação, acompanhado do respectivo histórico escolar;
b) comprovar estar quite com as obrigações;
c) ter boa conduta;
d) gozar de boa saúde física e mental e não ser portador de deficiência incompatível com a função a ser exercida, conforme dispõe o artigo 11 da Lei nº 8.989/79.

3. O processo seletivo dos candidatos deverá ser feito pelo Diretor de Escola da unidade receptora da inscrição, mediante apuração de tempo de serviço, considerado até 31/12/2009, com base nos seguintes critérios:
a) tempo de serviço como docente no magistério municipal de São Paulo: 2,0 pontos por dia;
b) tempo de serviço como docente no magistério particular ou público estadual, federal ou de outro município: 1,0 ponto por dia;
c) tempo de serviço na função de Pajem ou Auxiliar de Desenvolvimento Infantil em Creches/ Estabelecimentos/ Centros de Educação Infantil: 0,5 ponto por dia.


3.1. o candidato deverá apresentar documento comprobatório do tempo de serviço, em estabelecimento de ensino regular ou Creches/Estabelecimentos/Centro de Educação Infantil, expresso em dias até 31/12/2009.


3.2. não será considerado como tempo de serviço o tempo computado pelo Professor para fins de aposentadoria já concedida;


3.3. após a pontuação, nos termos ora estabelecidos, os inscritos serão classificados em ordem decrescente;


3.4. para o desempate serão utilizados, pela ordem, os seguintes critérios:
a) maior idade;
b) maior número de filhos menores de 18 anos.

4. O Diretor de Escola deverá afixar a listagem da classificação prévia dos inscritos, em local visível e de fácil acesso ao público, no dia 01/03/2010, assegurando o direito do candidato à interposição de recursos contra a pontuação/classificação, nos dias 02 e 03/03/2010.


5. Após análise dos recursos, o Diretor de Escola deverá afixar até o dia 04/03/2010, em local visível e de fácil acesso, os resultados dos recursos interpostos e a classificação final dos candidatos inscritos.


6. O candidato cadastrado e classificado nos termos do presente comunicado fica cientificado de que:
a) será convocado para providências iniciais de contratação conforme cronograma.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010


O que eu Gosto na minha Escola

Peça para os alunos relatarem o que gostam na escola apontando o que poderia ser mudado.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA DE MATEMÁTICA


Escolha uma unica altenativa

01. Leia a letra da música e marque qual figura geométrica nos faz lembrar:

O meu chapéu tem três pontas

Tem três pontas o meu chapéu

Se não tivesse três pontas

Não seria o meu chapéu.

(A) círculo

(B) quadrado

(C) retângulo

(D) triângulo

(E) esfera



02. Os antecessores dos números 261, 535, 349, 480 e 179 são respectivamente:

(A) 179, 262, 349, e 480 e 534

(B) 260, 534, 348, 179 e 478

(C) 180, 262, 534, 349, e 479

(D) 179, 260, 348, e 479 e 534

(E) 262, 536, 350, 180 e 479



03. Mamãe comprou 3 dúzias de ovos no mercado. Quantos ovos ela comprou?

(A) 12 ovos

(B) 14 ovos

(C) 36 ovos

(D) 42 ovos

(E) 55 ovos



04. Na 2ª série da Escola Classe 13 de Sobradinho estão matriculados 176 alunos, mas como amanheceu chovendo faltaram 39 crianças. Quantas crianças compareceram às aulas?

(A) 120

(B) 147

(C) 215

(D) 137

(E) 213



05. Ganhei um presente no meu aniversário e veio embrulhada numa caixa de sapato. Essa caixa de sapato nos faz lembrar de:

(A) um cubo

(B) uma esfera

(C) um paralelepípedo

(D) um cone

(E) uma reta



06. Se você subtrair 519 do número 940, qual o resultado que encontrará?

(A) 421

(B) 1459

(C) 431

(D) 1421

(E) 415



07. No começo de ano as livrarias vendem muitos lápis, borrachas e apontadores. Num só dia, a livraria vendeu 138 lápis, 249 borrachas e 250 apontadores. Qual foi o total dos objetos vendidos neste dia?

(A) 607

(B) 617

(C) 527

(D) 637

(E) 547



08. A mamãe quer comprar uma camiseta e uma calça que custará 40 reais, no total. Ela olhou na carteira e só tinha 18 reais. Quantos reais ela vai precisar pedir para o papai para poder comprar a camiseta e a calça?

(A) R$ 18,00

(B) R$ 22,00

(C) R$ 38,00

(D) R$ 40,00

(E) R$ 48,00



09. No jardim da minha casa tem muitas flores e as abelhas aparecem para se deliciar com o néctar das flores. Hoje apareceram 26 abelhas e elas tinham 6 perninhas cada uma. Qual o total de perninhas tem as abelhas juntas?

(A) 136

(B) 146

(C) 156

(D) 152

(E) 162



10. Um feirante levou uma caixa de maçãs para vender. Na caixa havia 68 maçãs. No final da feira, ele contou e notou que vendeu exatamente a metade. Qual foi o total de maçãs que restaram?

(A) 14

(B) 24

(C) 34

(D) 44

(E) 54

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Parlenda do Macaco

Projeto Cante, Brinque e Encante



Justificativa:
Cantar é maravilhoso! "Quem canta seus males espanta". Todos gostam de brincadeiras. Essas cantigas são muito importantes, pois pertencem à tradição oral e são transmitidas de geração a geração. Entre na roda, na ciranda da brincadeira e divirta-se com a sua turma. Será super legal!



Objetivos:
· Pesquisar sobre as diferentes cantigas de roda que existem.
. Proporcionar a leitura e a escrita das canções.
· Ampliar o repertório musical e de outras brincadeiras de roda.



Metodologia:
· Recuperar com os pais, avós, amigos, vizinhos e em livros, cantigas de roda.
· Trabalhar com o grupo de alunos as cantigas
· Analisar as cantigas de roda
· Criar e inventar outras cantigas de roda.



Produção Final:
Organizar um pequeno livro com as cantigas de rodas com as letras e ilustradas pelas crianças.


O que pode ser trabalhado com este projeto?
Significado das palavras
Grafia das palavras
Parlendas
Trava-línguas
Adivinhas
Contos
Confecção de cartazes com as músicas
Instrumentos que revelam a interação com as outras culturas
Jogos populares com sucatas
Desenvolvimento da coordenação motora
O contexto, os rituais, os costumes
DançasNoção de espaço



Sugestões de Atividades:
· Elaborar textos coletivos com os alunos a partir das letras das cantigas.
· Dançar as cantigas com coreografia no pátio da escola.
· Criar outras cantigas de roda e ilustrá-las.
· Organizar um livro com as cantigas já conhecidas e as novas criadas pelos alunos.
· Fazer a revisão do que foi copiado no quadro - negro com os alunos.
· Montar o livro com a turma.
· Apresentar as músicas e as danças para os pais e colegas com o autografo do livro de cantigas.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010


quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Portifólio

O QUE É PORTFÓLIO?

É uma técnica inovadora, de avaliar o progresso das crianças através de um conjunto de procedimentos contínuo, são instrumentos de estimulação do pensamento reflexivo.
Essa técnica, pode-se dizer que é uma avaliação contínua mais autêntica, objetiva e compreensiva, permitindo acompanhar todos os processos de aprendizagem.



Resumindo PORTFÓLIO não é um deposito de trabalhos “organizados”é sim um suporte para podermos observar e respeitar o ritmo e auxiliando e dialogando com as crianças sendo um ser singular.



Assume-se então uma estratégia conjunta de reflexão ,ação e avaliação
1 - Reflexão(ões) crítica(s) individualizada acerca do grau de participação nos projetos de ação-intervenção com objetivos previamente formulados.
2 - Participação dos pais.


4 - Produtos em suportes áudio, vídeo.
5 - Reflexões final: auto avaliação da participação no processo de avaliação.

CRITÉRIOS DO PORTFÓLIO:
1 - Registra idéias, experiências e opiniões acerca do processo de formação.Registar e refletir, de forma sistemática, as suas idéias, motivações, opiniões, propósitos, registra todas as considerações de ordem crítica que considera pertinentes.

FICHA AVALIATIVA: CRITÉRIOS USADOS PARA AVALIAÇÃO:
NÍVEL I: Satisfaz: Revela intenções claras ,mostra curiosidade e persistência.
Nível ll: Não satisfaz: com algumas dificuldades em concretizar suas idéias.

2 - Desenvolve idéias através de experimentação, exploração e avaliação.



FICHA AVALIATIVA: CRITÉRIOS USADOS PARA AVALIAÇÃO:
Mostra que é capaz de explorar ideias de várias formas através de experimentação de possibilidades. Conseguindo encontrar várias possibilidades novas.



NÍVEL I : Satisfaz: Seleciona, analisa e interpreta criticamente.
Nível ll: Não satisfaz: Mostra algum interesse na descoberta, mas limita na organização da informação.



3 - Revela capacidades de análise crítica dos produtos elaborados. Consegue avaliar os mesmos e (re)adequá-los à prática educativa.



4 - Analisa criteriosamente os materiais produzidos. Coerência entre o todo e as partes, em termos do processo global; Coerência entre o discurso de reflexão crítica (anteriori-posteriori); Avaliação global do seu trabalho em si.

FICHA AVALIATIVA:CRITÉRIOS USADOS PARA AVALIAÇÃO:
NÍVEL I : Satisfaz: utiliza problemas pré estabelecidos fazendo sempre uma auto reflexão.
Nível ll: Não satisfaz: explicita vagamente os problemas pré estabelecidos,limia-se apenas em repetir.



5 - Avalia o portfólio como um todo. Esta parte será feita após a conclusão do portfólio, tentando responder a questões como:
- Forma de desenvolvimento do projeto;

FICHA AVALIATIVA:CRITÉRIOS USADOS PARA AVALIAÇÃO:
NÍVEL I: Satisfaz: o resultado foi selecionado criteriosamente demonstrando assim compreenção.
Nível ll: Não satisfaz: o resultado final revelam baixa capacidade técnica do domínio da linguagem escrita.



6 - Avalia o resultado como um todo:



FICHA AVALIATIVA:CRITÉRIOS USADOS PARA AVALIAÇÃO:
NÍVEL I: Satisfaz: Analisa o progresso ocorrido referindo as intenções e fontes.
Nível ll: Não satisfaz: Utiliza critérios de avaliação, não fundamenta a qualidade do seu trabalho nem a forma como desenvolveu.



CLARO QUE OS CRITÉRIOS VARIAM DE ACORDO COM A IDADE, A TURMA, ENFIM, CADA HISTÓRIA É UMA.....VAMOS OBSERVAR......E TRABALHAR




RETIREI ESTE ESTUDO DO LIVRO MANUAL DE PORTIFÓLIO

Dinâmica para o Primeiro Dia de Aula

O Jogo das Saudações


OBJETIVO GERAL: Facilitar o entrosamento, despertar a cordialidade e espontaneidade.

OBJETIVO ESPECÍFICO: Atividade inicial para promover aproximação entre os colegas, ou entre eles e crianças novas, no primeiro dia do ano em que se encontram.


COMO JOGAR:
- Peça que todos se levantem e caminhem pelo espaço. Avise que você vai dar um sinal (pode ser uma palma ou apito) e, quando o ouvir, cada um deverá parar diante de um colega, trocar um olhar e acenar com um "tchauzinho". Quem não conseguir um par para fazer isto irá sentar-se no chão.

- A brincadeira recomeça. Todos voltam a caminhar pelo espaço, pois ninguém fica de fora, neste jogo. Só que agora a regra é outra: ao ouvir o sinal, todos vão parar diante de duas pessoas (nenhuma pode ser a mesma de antes), trocar um olhar e perguntar os seus nomes. Quem não conseguir, vai sentar-se no chão.


- Agora, vamos parar e segurar a mão de três pessoas, que não sejam as mesmas das etapas anteriores.


- Em seguida, vamos dar um forte abraço em quatro pessoas...- Para terminar, todos vão cumprimentar quem ainda não cumprimentaram e voltar aos seus lugares.

Alfabetizar Letrando


O professor deve fornecer ferramentas para o aluno construir o seu processo de aprendizagem da leitura e escrita. Na etapa inicial, isto é, na Educação Infantil, a escola tem obrigação de ajudar o aluno a se apropriar da escrita alfabética e informatizar o seu uso.


Para realizar essa tarefa, o professor não deve deixar o aluno se esforçar sozinho para entender “por que coisas que se fala parecido tendem a ser escritas de modo parecido o professor deve ajudar o aluno a refletir sobre palavras retiradas de textos lidos (além de outras que são significativas para o aluno)”. É essencial praticar a leitura e a escrita no cotidiano escolar “trabalhar com palavras”, propiciar aos alunos refletir sobre elas, montá-las e desmontá-las.


Nessas ocasiões, mesmo ainda sem saber ler convencionalmente, os alunos poderão se apoderar de algumas estratégias de leitura: estratégias de antecipação, de checagem de hipóteses, de comparação, entre outras ( utilizadas por um cidadão letrado. Explorando e também produzindo textos observados pelo professor ou por outro aluno já “alfabetizado”), os alunos estarão desenvolvendo conhecimentos sobre a linguagem que se utiliza nos textos que percorrem a sociedade letrada.


Com base nos estudos e pesquisas de hoje em dia, “Alfabetizar letrando” requer: Democratizar a vivência de práticas de uso da leitura e da escrita e ajudar o aluno a, ativamente, reconstruir essa invenção social que é a escrita alfabética.


Se a escrita alfabética é uma invenção cultural, seguindo as idéias de Vygotsky, os professores, como membros mais experientes da cultura devem auxiliar os alunos a prestar atenção/ analisar/ refletir sobre os pedaços sonoros e escritos das palavras. Isso, é claro, não seria, de forma alguma, usar métodos fônicos ou treinar a “produção de fonemas” num mundo sem textos e sem práticas de leitura.


A partir de 1983, através de Emilia Ferreiro e Ana Teberosky, o professor começou a repensar a sua prática cotidiana em sala de aula. Nos dias de hoje, sabemos que um indivíduo plenamente alfabetizado é “aquele capaz de atuar com êxito nas mais diversas situações de uso da língua escrita. Dessa forma, não basta apenas ter o domínio do código alfabético, isto é, saber codificar e decodificar um texto: é necessário conhecer a diversidade de textos que percorrem a sociedade, suas funções e as ações necessárias para interpretá-los e produzi-los.” O processo de alfabetização ocorre durante toda a escolaridade e tem início antes mesmo da criança ingressar na escola. Implica em tomar como ponto de partida, o texto, pois este é revestido de função social e não mais as palavras ou sílabas sem sentido. O professor deve buscar um vocabulário que tenha realmente significado para a classe, isto é, que seja retirado das suas experiências. Atualmente, a cartilha não é o recurso mais favorável à aprendizagem da leitura e da escrita, principalmente, porque não tem qualquer significado para o aluno e apresenta textos desconexos, apenas garantindo a “memorização das famílias silábicas.”


Para Teberosky, deve ser considerada no processo de alfabetização, a diferenciação entre a escrita e a linguagem. Segundo a referida autora, a escrita deve ser entendida como um sistema de notação, que no caso da língua portuguesa é alfabetização (conhecer as letras, sua organização, sinais de pontuação, letra maiúscula, ortografia, etc.). A linguagem escrita é definida como as formas de discurso, as condições e situações de uso nas quais a escrita possa ser utilizada (cartas, bilhetes, notícias, relatos científicos, etc.)


Inicialmente, o professor precisa tomar por base o texto e não mais as palavras-chaves. O texto deve ser o elemento fundamental para inserir a criança no universo letrado’. Além da escrita espontânea, pode ser considerado também o trabalho com modelos, que possibilitam ‘as crianças comparem suas hipóteses com o convencional. Através de listas de palavras de um mesmo campo da semântica (brinquedos, jogos prediletos, comidas preferidas, personagens de livros e gibis, nomes dos alunos da classe, frutas, etc.) das parlendas e de outros textos, as crianças, hoje, podem ampliar suas concepções e progredir na aquisição da base alfabética, como na compreensão de outros aspectos (a grafia correta das palavras, o uso de sinais gráficos, etc.).


Simultaneamente, os diversos tipos de texto necessitam aparecer como objeto de análise, propiciando aos alunos diferenciá-los, conhecer melhor suas funções e características particulares. Para que isso ocorra, é essencial que saibam interpretá-los e escrevê-los. A expressão pessoal (bilhetes, cartas, diários, receitas culinárias, etc.) deve fazer parte do trabalho do professor, no entanto, esta deve vir acompanhada pela escrita de outros textos, inclusive com o apoio de modelos.


Cabe à escola, desde a Educação Infantil, alimentar a reflexão sobre as palavras, observando, por exemplo, que há palavras maiores que outras, que algumas palavras rimam, que determinadas palavras tem “pedaços” iniciais semelhantes, que aqueles “pedaços” semelhantes se escrevem muitas vezes com as mesmas letras, etc.


Não se trata de apresentar fonemas para que os alunos memorizem isoladamente os grafemas que correspondem a eles na nossa língua. Como o aprendizado do sistema de escrita alfabética é, acima de tudo, conceitual, o que é preciso é que os alunos possam manipular/ montar/ desmontar palavras: observando suas propriedades; quantidade e ordem de letras, letras que se repetem, pedaços de palavras que se repetem, e que tem som idêntico. O professor deve estimular o desenvolvimento das habilidades dos alunos de reflexão sobre as relações entre partes faladas e partes escritas, no interior das palavras.


O uso das palavras estáveis como os nomes próprios e de certos tipos de letra, como a letra de imprensa ou letra script, tem uma explicação. Quanto às palavras que se tornam “estáveis”, o fato de o aluno ter memorizado sua configuração, possibilita-lhe refletir sobre as relações parte-todo tentando desvendar o mistério daquelas relações; por que a palavra inicia com determinada letra e continua com aquelas outras naquela ordem? Por que falamos tantos (pedaços) sílabas e tem mais letras quando escrevemos? Quanto ao uso das letras de imprensa ou script, o fato de terem um traçado mais simplificado, e de cada letra aparecer mais separada das demais, possibilitando ao aluno saber onde começa e termina cada letra, permite ao aluno investir no trabalho cognitivo, fazer uma reflexão necessária à reconstrução do objeto de conhecimento, isto é, o sistema alfabético.


O professor deve garantir que as práticas escolares ajudem o aluno a refletir enquanto aprende e a descobrir os prazeres e ganhos que se pode experimentar quando a aprendizagem do sistema de escrita é vivenciado como um meio para, independentemente, exercer a leitura e a escrita dos cidadãos letrados.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Crachas