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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Níveis de Afabetização

Tabela elaborada para acompanhar a evolução da escrita dos alunos.

PRÉ-SILÁBICA

*Grafismo PrimitivoPredomínio de rabiscos e pseudo-letras. A utilização de grafias convencionais é um intento para a criança.
Desenvolvem procedimentos para diferenciar escritas. (garatujas)

*Escrita sem controle de quantidade
A criança escreve ocupando toda a largura da folha ou do espaço destinado a escrita.
A R M S MO H A O R U I L N M (brigadeiro)
A M T O X A M H N TS K H U I (pipoca)
M H O T I P E R T C L P M N B O (suco)
A T R O C D G P E S IP U T D F F (bis)
*Escrita Unigráfica
A criança utiliza somente uma letra para representar a palavra.
A (brigadeiro)
L (pipoca)
F (suco)
C (bis)

*Escrita Fixa
A mesma série de letras numa mesma ordem serve para diferenciar nomes.
Predomínio de grafias convencionais.
A L N I (brigadeiro)
A L N I (pipoca)
A L N I (suco)
A L N I (bis)

*Quantidade variável
Repertório Fixo/Parcial

Algumas letras aparecem na mesma ordem e lugar, outras letras de forma diferente. Varia a quantidade de letras para cada palavra.
S A M T (brigadeiro)
A M T (pipoca)
A M T S A (suco)
S A T (bis)

*Quantidade constante
Repertório variável

Quantidade constante para todas as escritas. Porém, usa-se o recurso da diferenciação qualitativa: as letras mudam ou muda a ordem das letras.
HRUM (brigadeiro)
ASGK (pipoca)
ONBJ (suco)
CFTV (bis)
*Quantidade variável
Repertório variado

Expressam máxima diferenciação controlada para diferenciar uma escrita de outra.
R A M Q N (brigadeiro)
A B E A M F (pipoca)
G E P F A (suco)
O S D L (bis)

*Quantidade e repertório variáveis
Presença de valor sonoro início e/ou fim

Variedade na quantidade e no repertório de letras. A criança preocupa-se em utilizar letras que correspondem ao som inicial e/ou final.
I M S A B R O (brigadeiro)
I B R N S A (pipoca)
U R M T O (suco)
I N B O X I X (bis)

SILÁBICA

*Sem valor sonoro: a criança escreve uma letra para representar a sílaba sem se preocupar com o valor sonoro correspondente
R O M T (brigadeiro)
B U D (pipoca)
A S (suco)
R (bis)

*Iniciando uma correspondência sonora: a criança escreve uma letra para cada sílaba e começa a utilizar letras que correspondem ao som da sílaba.
I T M O (brigadeiro)
P Q A (pipoca)
R O (suco)
G I (bis)
*Com valor sonoro: a criança escreve uma letra para cada sílaba, utilizando letras que correspondem ao som da sílaba; às vezes usa só vogais e outras vezes consoantes e vogais.
I A E O – B H D O (brigadeiro)
I O A – P O K (pipoca)
U O – S C (suco)
I S – B I (bis)

*Silábico em conflito ou hipótese falsa necessária: momento de conflito cognitivo relacionado à quantidade mínima de letras (BIS/ISIS) e a contradição entre a interpretação silábica e as escritas alfabéticas que têm sempre mais letras. Acrescenta letras e dá a impressão que regrediu para o pré- silábico.
B H D U L E (brigadeiro)
I O K E C (pipoca)
U O K U (suco)
I S I S (bis)


SILÁBICA - ALFABÉTICA

A criança, ora escreve uma letra para representar a sílaba, ora escreve a sílaba completa. Dificuldade é mais visível nas sílabas complexas.
B I H D R O (brigadeiro)
P I P O K (pipoca)
S U K O (suco)
B I Z (bis)


ALFABÉTICA

A criança já compreende o sistema de escrita faltando apenas apropriar-se das convenções ortográficas; principalmente nas sílabas complexas..
BRIGADEIRO
PIPOCA
SUCO
BIS


Essas informações são parâmetros que ajudam a compreender as hipóteses das crianças sobre o sistema de escrita e assim poder planejar e intervir intencionalmente para que avancem.
As crianças são complexas e muitas vezes não se encaixam nas “gavetinhas”, é preciso investigar, usando diferentes estratégias para conhecê-las.

Fases da Escrita

De acordo com as fases de escrita desenvolvidas por Ferreiro e Teberosky (1999) e com estudos realizados por Morais (1999)

1- Pré-silábico:
Não estabelecem relação entre a escrita e a pauta sonora das palavras, escrevendo com letras aleatórias ou outros símbolos
2- Silábico:
Escrevem, para cada sílaba da palavra: uma letra (silábico quantitativo),
podendo esta ter correspondência sonora com a sílaba representada (silábico qualitativo)
3- Silábico alfabético:
As escritas oscilam entre a silábica e a alfabética
4- Alfabético
- com muitas trocas de letras (não domínio das correspondências regulares diretas)
- compreendem que as sílabas são compostas por unidades menores e conseguem representar os fonemas, embora ainda troquem muitas letras
5- Alfabético
razoável domínio das correspondências grafofônicas diretas
6- Alfabético
razoável domínio das regularidades contextuais e morfo-gramaticais


Fonte
Artigo
Apropriação da Escrita Alfabética: É Possível Alfabetizar Letrando Aos Seis Anos?
Professoras Magna do Carmo Silva Cruz e Eliana Borges Correia de Albuquerque

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Adaptação Escolar - Um Momento Especial

Não interessa a faixa etária, independente da turma ou da idade das crianças, todas elas passam por um período de adaptação, algumas encaram com tanta naturalidade que este acontecimento se torna imperceptível, mas isso não significa que não exista.


O MOMENTO IDEAL DE INGRESSAR NA ESCOLA INFANTIL

Neste aspecto alguns estudiosos divergem. Cora Coralina dizia que a criança jamais deveria freqüentar a escola ou ser afastada da mãe antes da idade escolar (6anos). Há uma outra linha da pedagogia Waldorf que defende que o nascimento da dentição indica o momento certo de freqüentar a escola.
Mas é Helen Bee, pesquisadora americana e especialista em desenvolvimento humano, quem afirma em seus estudos que, “Em geral, o efeito positivo das creches parece ser maior para as crianças que ingressam na creche durante o período de bebê.” Pesquisas realizadas por Bee apontam inúmeros benefícios no desenvolvimento de crianças que freqüentam a escola desde cedo, mas a qualidade do ensino oferecido e o conhecimento prévio das fases do desenvolvimento infantil por parte das educadoras são fatores determinantes para o sucesso. Entre os benefícios podemos citar que, as crianças que freqüentam a escola são mais sociáveis, habilidosas, mais populares e lidam melhor com os companheiros. O único aspecto negativo encontrado pelos estudiosos pesquisados por Bee foi a agressividade.
Algumas crianças que freqüentam a escola apresentam um nível de agressividade maior do que aquelas criadas em casa apenas com o convívio de familiares e adultos, porém, alguns interpretam esta agressividade como uma forma madura da criança lidar com o mundo, de pensar sozinha e ser mais independente sem ficar sempre sob a proteção de um adulto, ou seja, são mais agressivas porque costumam resolver conflitos tendo o adulto como mediador e não como protetor ou alguém que intervém em suas decisões.
Reunindo estudos, Helen Bee pôde pesquisar mais sobre o apego inseguro desenvolvido por algumas crianças. Constatou que, o risco do apego inseguro era um pouco maior para bebês que ingressavam antes de completar 1 ano de idade na escola. Este apego inseguro não aumenta de acordo com o número de horas que a mãe trabalha. Uma mãe que trabalha 40 horas por semana, 20 horas ou 5 não modifica o comportamento da criança. Contudo, o apego inseguro não se relaciona apenas à escola e sim ao vínculo que a mãe e a criança possuem e pode ser gerado pelo estresse materno por exemplo.


           Socialização e adaptação da criança na escola de educação infantil

A entrada da mulher no mercado de trabalho e a necessidade de deixar os pequenos em um lugar com maior conhecimento dos processos de desenvolvimento do ser humano são as principais justificativas para a opção de matricular as crianças na escola de educação infantil.
Esta decisão cabe aos pais ou responsáveis que, se não possuírem alguém da família que possa cuidar das crianças, deverão optar por uma babá ou pela escola. O processo de adaptação de uma criança na escola não começa com ela, mas com seus pais, pois a entrada de uma criança na escola representa uma mudança na rotina e na vida, tanto das crianças como de seus familiares e da própria escola que precisa se organizar para acolhe-la, esta adaptação só terá sucesso se as partes envolvidas formarem um elo. Muitos pais estão receosos, inseguros em relação aos cuidados que a escola infantil pode oferecer aos seus filhos, mesmo tendo optado por ela.
É comum mães ficarem inseguras até com relação ao vínculo afetivo que se forma entre educadora/criança/colegas, justamente o que deveria deixa-las ainda mais segura com a escola..
Começa aqui, o primeiro passo da adaptação e socialização da criança na escola infantil. A adaptação dos pais. A única forma de deixar os pais seguros é mostrar a eles que optaram pelo ambiente e pelas pessoas certas para cuidar e educar seus filhos. Nesta parte entra a escola como um todo, diretores, educadores, psicóloga, nutricionista e demais funcionários, mas principalmente, a pessoa encarregada de fazer a coordenação pedagógica, porque nesta etapa ela mostrará aos pais o funcionamento da escola, bem como a proposta pedagógica ou os objetivos educacionais da instituição, ou seja, mostrará aos pais que, na escola estão os profissionais qualificados, que se dedicam a conhecer, educar e cuidar crianças.
A primeira etapa estará vencida quando os pais se conscientizarem que, nos dias de hoje é perfeitamente natural que as crianças permaneçam boa parte do seu tempo na escola, os pais não precisam se sentir culpados, ao contrário, mostrar desde cedo para os pequenos que é preciso batalhar bastante por aquilo que desejamos ajuda no processo de formação da identidade e do caráter. Mostrar a eles que, não é necessário compensar a criança com doces, brinquedos ou outras coisas, afinal, ninguém precisa ser recompensado só porque passou um dia se divertindo, aprendendo e brincando com seus colegas em um ambiente seguro e adaptado para isso. Também é importante orientar para que os pais continuem impondo os mesmos limites de sempre, sem se sentir culpado por ter passado menos tempo com o pequeno do que gostariam, o mais importante é a qualidade do tempo e não a quantidade.
Na segunda etapa deste processo, a educadora responsável pela criança devera fazer a continuação deste processo de adaptação dos pais ao mesmo tempo em que adapta e integra o pequeno no grupo e na rotina da sala. A educadora deve mostrar que está apta a realizar esta tarefa porque estuda e conhece como funciona o desenvolvimento infantil, além de dominar os cuidados necessários para a faixa etária que atende (higiene, saúde, nutrição etc), por isso, devemos formar um elo, porque quem irá fornecer os dados indispensáveis para o sucesso desta adaptação serão os pais, através da ficha de anmese, que deve ser feita pela escola na entrevista com os responsáveis e pode ser complementada pela educadora de acordo com as necessidades da faixa etária atendida.
 
Algumas informações sobre o processo de adaptação na escola:
A decisão dos pais, de colocar seu filho na escola deve resultar de atitude pensada, consciente e segura é dever da escola certificar-se de que esta é a melhor opção para os pais e para a criança. É preciso que eles estejam cientes que a escola será um bom propulsor para o desenvolvimentodo seu filho em vários aspectos como: afetivo, social, físico e cognitivo;
Entenda que, o ingresso na escola é a entrada em um meio social mais amplo, onde a criança se desligará, por algumas horas do seu dia, do seio familiar. Ela então irá se deparar com novas questões de sociabilidade (como dividir brinquedos e a atenção da educadora). Faça com que a criança sinta-se segura com suas decisões.
Solicite aos pais que levem a criança na escola quando forem visitar, conhecer e fazer a matrícula, estas visitas fazem com que ela vá se familiarizando com o ambiente e sinta vontade de ficar e conhecer mais um pouco, porém, estes dias não são para a adaptação, apenas para que fique mais segura;
A vinda da criança para a escola deve ser preparada; entretanto, oriente os pais a evitar longas explicações para o pequeno, pois isso pode despertar suspeita e insegurança. Algumas crianças se adaptam facilmente outras demoram um pouco mais, não há regras pré- definidas para isso, porém, o segredo do sucesso é levar em consideração as necessidades e o ritmo de cada família;
A separação, apesar de necessária, é um processo doloroso tanto para a criança quanto para a mãe, mas é superado em pouco tempo. Na escola a criança vivencia pela primeira vez o distanciamento da família e a não exclusividade, pois terá de dividir a atenção com seus colegas, porém, é nesta etapa que a criança fortalecerá o processo de amadurecimento, que se estenderá para toda vida.
Cuidados devem ser tomados nesse período de adaptação em relação a troca recente de residência, retirada de chupeta ou fraldas, troca de mobília do quarto da criança, perda de parente próximo ou animalzinho de estimação ou qualquer outra alteração, incluindo de saúde;
O choro na hora da separação é freqüente e nem sempre significa que a criança não queira ficar na escola, muitas vezes é apenas um sinal de birra, manha ou a forma de convencer os pais de algo que desejam. Sono, fome, cansaço também são motivos para que a criança não queira ficar na escola. Embora seja comum a criança resistir na entrada (o choro, a raiva e a birra fazem parte deste processo), pois é o momento em que é “cortado” o vínculo com a família, mas é preciso deixar claro, mesmo com choro a criança deve permanecer na escola.
A ausência do choro não significa que a criança não esteja sentindo a separação. Não force com violência e ansiedade a criança a ficar na escola. Mesmo parecendo calma e estando tranqüila ela ainda não está adaptada porque tudo é novo, a diferença está apenas na forma como ela reage, o processo de adaptação continua sendo o mesmo;
Mesmo quando a criança não chora, ainda há outras formas de verificar como está o processo de adaptação. Crianças que parecem aflitas, frustradas, ansiosas, angustiadas ou assustadas, que mordem, gritam, batem (nas outras crianças, na educadora ou em si mesmas), não se alimentam direito ou ficam irritadiças podem estar com dificuldades neste processo.
Evite comentários sobre a adaptação da criança em sua presença;
Cabe à mãe entregar a criança ao educador, colocando-a no chão ou entregando no colo da profissional e incentivando-a a ficar na escola. Não é recomendável deixar o educador com o encargo de retirar a criança do colo da mãe. Quanto mais rápido e determinado for este processo mais segura a criança estará;
Converse com os pais para que não saiam escondidos, peça para que se despeçam da criança e avisem que logo irão retornar para buscá-la, em caso de choro sugira que façam isto mais rapidamente e se despeçam com firmeza, avisando que já voltarão.
A sala de atividades é um espaço que deve ser respeitado e sua presença dos pais nela, além de dificultar a compreensão da separação, fará as outras crianças cobrarem a presença de suas mães;
Incentive a criança a procurar a sua ajuda quando necessitar algo, para que crie um laço afetivo contigo;
Lembre-se que o educador atende às crianças em grupo, procurando distribuir sua atenção, igualmente, promovendo junto com a mãe a integração da criança. Então, na hora de adaptar é importante mostrar aos pais e a criança que ela está sendo inserida em um grupo e que é muito bem vinda;
Se os pais confiam na escola, sentirão segurança na separação e esse sentimento será transmitido à criança, que suportará melhor a nova situação;
Solicitar aos pais que evitem interrogatórios sobre o dia da criança na escola, para que não se sinta pressionada. Crianças gostam de falar de suas descobertas, deixa-a interessada em falar sobre o assunto que ela agirá naturalmente;
Poderão ocorrer algumas regressões de comportamento durante o período de adaptação, assim como alguns sintomas psicossomáticos (febre, vômitos etc);
É comum verificar-se nessa fase uma ambivalência de sentimentos. O desejo de autonomia da criança e a necessidade de proteção ocorrem simultaneamente;
A adaptação das crianças de período integral inicialmente deve ser feita em um turno (manhã ou tarde). Crianças até 3 meses raramente precisam de adaptação porque ainda não distinguem seu corpo do meio. A partir dos 8 meses verifica-se o "estranhar", nesta etapa é sugerido que o familiar responsável pela criança em adaptação permaneça na escola nos primeiros 3 ou 4 dias e que, a adaptação seja feita de forma progressiva, ou seja, no primeiro dia fica apenas uma horinha na escola e depois vai aumentando este tempo;
Muitas vezes uma criança que já está na escola precisa ser readaptada ao trocar de sala ou de educadora, porque pode sentir medo ou ficar insegura e com medo da mudança.
Crie rotinas de acordo com a faixa etária atendida e o interesse da turma, uma rotina adequada, criativa e bem elaborada constitui para a criança instrumento construtivo de sua independência e autonomia, fortalecendo os vínculos e os “combinados” facilitando o processo de socialização. O espaço deve ser limpo, seguro e colorido, adaptado para as crianças brincarem. Não são necessários brinquedos caros mas as atividades devem ser organizadas de forma a estimular o ato de brincar.

Adaptação Escolar

A decisão de matricular o filho na Educação Infantil é movida por diferentes razões. Alguns precisam apenas de um lugar para deixá-lo, enquanto outros entendem que esse é o ambiente mais apropriado para os pequenos. Nos dois casos, os primeiros dias na creche costumam não ser fáceis.
As mães (ou responsáveis) choram discretamente, se sentindo culpadas pela separação, e a criançada abre o berreiro ao ver os adultos saírem pela porta. Evitar cenas assim é possível quando os profissionais escolares programam uma boa adaptação para todos.
Para amenizar o sofrimento das famílias, é preciso mostrar que as crianças ficam bem na creche. A adaptação é um período de aprendizagem. Família, escola e crianças descobrem sobre convívio, segurança, ritmos e exploração de novos ambientes, entre tantas outras coisas. Para as famílias das crianças fica a clareza de fazer parte da creche, pois a equipe considera o sentimento delas para desenvolver o próprio trabalho. Para demonstrar isso aos pais ou responsáveis, um mural de fotos de diferentes situações, como a brincadeira no tanque de areia, a hora do lanche, o abraço apertado no brinquedo querido e os olhares felizes da criançada é uma ótima ferramnta.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

HOMENAGEM AO PROFESSOR

As bolas de papel na cabeça,
Os inúmeros diários para se corrigir,
As críticas, as noites mal dormidas...
Tudo isso não foi o suficiente
Para te fazer desistir do teu maior sonho:
Tornar possíveis os sonhos do mundo.
Que bom que esta tua vocação
Tem despertado a vocação de muitos.
Parece injusto desejar-te um feliz dia dos professores,
Quando em seu dia-a-dia
Tantas dificuldades acontecem.
A rotina é dura, mas você ainda persiste.
Teu mundo é alegre, pois você
Consegue olhar os olhos de todos os outros
E fazê-los felizes também.
Você é feliz, pois na tua matemática de vida,
Dividir é sempre a melhor solução.
Você é grande e nobre, pois o seu ofício árduo lapida
O teu coração a cada dia,
Dando-te tanto prazer em ensinar.
Homenagens, frases poéticas,
Certamente farão parte do seu dia a dia,
E quero de forma especial, relembrar
A pessoa maravilhosa que você é
E a importância do seu ofício.
É por isto que você merece esta homenagem
Hoje e sempre, por aquilo que você é
E por aquilo que você faz.
Felicidades!!!



quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Alfabetização socioconstrutivista

 

Ler cuidadosamente antes de usar.



Uso pediátrico e adulto.




Composição:



Planejamento ........100 mg

Dedicação............100 mg

Intervenção-Mediação .......100 mg

Credibilidade ........100 mg

Mobilização  ........100 mg

Diversidade de textos .........100 mg

Amor ...........100 mg



Informação ao professor

O processo de alfabetização precisa ser reconstruído. Para isso, devemos estudar muito e contar com teorias que embasem, que orientem o nosso trabalho. Aprendemos construindo e, para construir, temos que pensar. O professor deve ser mediador e saber como a criança aprende.



É importante o trabalho em grupo. Caso surjam dúvidas desagradáveis durante a alfabetização, aconselha-se estudar mais e planejar melhor, selecionando novas atividades que favoreçam uma alfabetização eficiente.





Indicações



É indicada a todas as crianças, sem distinção de idade, cor, raça, religião ou classe social, e a jovens e adultos que ainda não tenham feito uso do medicamento.



Contra-indicações - Não tem.



Precauções



O trabalho deve estar centrado nos textos. É fundamental trabalhar com textos diversificados. Mas esse trabalho, para ser eficaz, depende da intervenção que o professor vai fazer.





Reações Adversas


Professores que não acreditam na capacidade da criança de aprender e não acreditam que ela aprende construindo seu conhecimento devem ser advertidos da possibilidade de a criança não se alfabetizar com sua ajuda.



Posologia



Textos diversificados, atividades de acordo com o nível de aprendizagem que a criança se encontra, num total de pelo menos quatro horas diárias. Advertimos que quando as atividades não são administradas em conformidade com as doses preconizadas e não são mediadas corretamente pelo professor, não se promove alfabetização significativa.



Uso sob prescrição pedagógica.



Responsável técnica: Professora Ligia F. Jacomini Machado - Mandaguari – Paraná – Brasil





quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Alfabetizar Letrando


O professor deve fornecer ferramentas para o aluno construir o seu processo de aprendizagem da leitura e escrita. Na etapa inicial, isto é, na Educação Infantil, a escola tem obrigação de ajudar o aluno a se apropriar da escrita alfabética e informatizar o seu uso.


Para realizar essa tarefa, o professor não deve deixar o aluno se esforçar sozinho para entender “por que coisas que se fala parecido tendem a ser escritas de modo parecido o professor deve ajudar o aluno a refletir sobre palavras retiradas de textos lidos (além de outras que são significativas para o aluno)”. É essencial praticar a leitura e a escrita no cotidiano escolar “trabalhar com palavras”, propiciar aos alunos refletir sobre elas, montá-las e desmontá-las.


Nessas ocasiões, mesmo ainda sem saber ler convencionalmente, os alunos poderão se apoderar de algumas estratégias de leitura: estratégias de antecipação, de checagem de hipóteses, de comparação, entre outras ( utilizadas por um cidadão letrado. Explorando e também produzindo textos observados pelo professor ou por outro aluno já “alfabetizado”), os alunos estarão desenvolvendo conhecimentos sobre a linguagem que se utiliza nos textos que percorrem a sociedade letrada.


Com base nos estudos e pesquisas de hoje em dia, “Alfabetizar letrando” requer: Democratizar a vivência de práticas de uso da leitura e da escrita e ajudar o aluno a, ativamente, reconstruir essa invenção social que é a escrita alfabética.


Se a escrita alfabética é uma invenção cultural, seguindo as idéias de Vygotsky, os professores, como membros mais experientes da cultura devem auxiliar os alunos a prestar atenção/ analisar/ refletir sobre os pedaços sonoros e escritos das palavras. Isso, é claro, não seria, de forma alguma, usar métodos fônicos ou treinar a “produção de fonemas” num mundo sem textos e sem práticas de leitura.


A partir de 1983, através de Emilia Ferreiro e Ana Teberosky, o professor começou a repensar a sua prática cotidiana em sala de aula. Nos dias de hoje, sabemos que um indivíduo plenamente alfabetizado é “aquele capaz de atuar com êxito nas mais diversas situações de uso da língua escrita. Dessa forma, não basta apenas ter o domínio do código alfabético, isto é, saber codificar e decodificar um texto: é necessário conhecer a diversidade de textos que percorrem a sociedade, suas funções e as ações necessárias para interpretá-los e produzi-los.” O processo de alfabetização ocorre durante toda a escolaridade e tem início antes mesmo da criança ingressar na escola. Implica em tomar como ponto de partida, o texto, pois este é revestido de função social e não mais as palavras ou sílabas sem sentido. O professor deve buscar um vocabulário que tenha realmente significado para a classe, isto é, que seja retirado das suas experiências. Atualmente, a cartilha não é o recurso mais favorável à aprendizagem da leitura e da escrita, principalmente, porque não tem qualquer significado para o aluno e apresenta textos desconexos, apenas garantindo a “memorização das famílias silábicas.”


Para Teberosky, deve ser considerada no processo de alfabetização, a diferenciação entre a escrita e a linguagem. Segundo a referida autora, a escrita deve ser entendida como um sistema de notação, que no caso da língua portuguesa é alfabetização (conhecer as letras, sua organização, sinais de pontuação, letra maiúscula, ortografia, etc.). A linguagem escrita é definida como as formas de discurso, as condições e situações de uso nas quais a escrita possa ser utilizada (cartas, bilhetes, notícias, relatos científicos, etc.)


Inicialmente, o professor precisa tomar por base o texto e não mais as palavras-chaves. O texto deve ser o elemento fundamental para inserir a criança no universo letrado’. Além da escrita espontânea, pode ser considerado também o trabalho com modelos, que possibilitam ‘as crianças comparem suas hipóteses com o convencional. Através de listas de palavras de um mesmo campo da semântica (brinquedos, jogos prediletos, comidas preferidas, personagens de livros e gibis, nomes dos alunos da classe, frutas, etc.) das parlendas e de outros textos, as crianças, hoje, podem ampliar suas concepções e progredir na aquisição da base alfabética, como na compreensão de outros aspectos (a grafia correta das palavras, o uso de sinais gráficos, etc.).


Simultaneamente, os diversos tipos de texto necessitam aparecer como objeto de análise, propiciando aos alunos diferenciá-los, conhecer melhor suas funções e características particulares. Para que isso ocorra, é essencial que saibam interpretá-los e escrevê-los. A expressão pessoal (bilhetes, cartas, diários, receitas culinárias, etc.) deve fazer parte do trabalho do professor, no entanto, esta deve vir acompanhada pela escrita de outros textos, inclusive com o apoio de modelos.


Cabe à escola, desde a Educação Infantil, alimentar a reflexão sobre as palavras, observando, por exemplo, que há palavras maiores que outras, que algumas palavras rimam, que determinadas palavras tem “pedaços” iniciais semelhantes, que aqueles “pedaços” semelhantes se escrevem muitas vezes com as mesmas letras, etc.


Não se trata de apresentar fonemas para que os alunos memorizem isoladamente os grafemas que correspondem a eles na nossa língua. Como o aprendizado do sistema de escrita alfabética é, acima de tudo, conceitual, o que é preciso é que os alunos possam manipular/ montar/ desmontar palavras: observando suas propriedades; quantidade e ordem de letras, letras que se repetem, pedaços de palavras que se repetem, e que tem som idêntico. O professor deve estimular o desenvolvimento das habilidades dos alunos de reflexão sobre as relações entre partes faladas e partes escritas, no interior das palavras.


O uso das palavras estáveis como os nomes próprios e de certos tipos de letra, como a letra de imprensa ou letra script, tem uma explicação. Quanto às palavras que se tornam “estáveis”, o fato de o aluno ter memorizado sua configuração, possibilita-lhe refletir sobre as relações parte-todo tentando desvendar o mistério daquelas relações; por que a palavra inicia com determinada letra e continua com aquelas outras naquela ordem? Por que falamos tantos (pedaços) sílabas e tem mais letras quando escrevemos? Quanto ao uso das letras de imprensa ou script, o fato de terem um traçado mais simplificado, e de cada letra aparecer mais separada das demais, possibilitando ao aluno saber onde começa e termina cada letra, permite ao aluno investir no trabalho cognitivo, fazer uma reflexão necessária à reconstrução do objeto de conhecimento, isto é, o sistema alfabético.


O professor deve garantir que as práticas escolares ajudem o aluno a refletir enquanto aprende e a descobrir os prazeres e ganhos que se pode experimentar quando a aprendizagem do sistema de escrita é vivenciado como um meio para, independentemente, exercer a leitura e a escrita dos cidadãos letrados.